segunda-feira, 21 de maio de 2012

Criticar.


Acabei de receber esse email do meu marido, que deve estar querendo me dizer alguma coisa importante. talvez sirva pra vocês tambem:

"CRITIQUE DO JEITO CERTO
(Enviado por email aos pais das escolas conveniadas ao Sistema Ser da editora Abril em maio de 2012)

Muitas crianças choram escondidas, têm medo de fazer amigos, evitam situações novas e preferem o isolamento. São crianças cuja autoestima está baixa, não confiam nelas próprias e não têm grandes expectativas em relação ao futuro. Possivelmente já receberam muitas críticas ácidas, comentários depreciativos e broncas em público. Foram diariamente desqualificadas. Falta-lhes até mesmo alegria para viver.
Para compreender melhor como evitar que isso aconteça, precisamos conhecer como a autoestima saudável é construída.
A autoestima saudável é fruto de elogios adequados baseados em fatos reais e motivados pelo afeto. Entretanto, é fácil cair no extremo oposto: crianças que só recebem elogios e jamais são criticadas não suportam a dor da perda, não têm maturidade para corrigir os próprios erros e se tornam chantagistas emocionais: vivem fazendo birra para ganhar mais atenção, carinho e novos elogios. Quando adultas, a convivência com elas torna-se insuportável.
Se só elogiar não dá certo então como criticar da forma correta?
A resposta é simples e direta: criticando assertivamente.
Uma crítica assertiva ataca o problema, jamais a criança. Aponta para o erro, não para a pessoa. É objetiva, nunca subjetiva. Vamos aos exemplos:
Nunca diga: “Você é um relaxado, olhe só que sujeira esse quarto”. Diga: “Que nojo esse quarto, que bagunça, olhe só quanta sujeira. Pode começar a arrumá-lo”.
Jeito errado: “Filho, você é um irresponsável, novamente não deu comida para o cachorro”. Jeito certo:“Filho, você não deu comida para o cachorro de novo!”
Evite: “Seu vagabundo, vai logo fazer a lição de casa e as tarefas que te mandei.” Prefira: “Faça já a lição de casa e as tarefas que te mandei.”
Nos três casos, o ataque à criança por meio de xingamentos (relaxado, irresponsável, vagabundo) foi eliminado e a crítica foi dirigida diretamente ao problema. Esse é o segredo. Agindo dessa forma, a criança pode consertar o erro e até receber elogios por ter feito o que fora solicitado. Se, por outro lado, ela tivesse sido humilhada, mesmo que fizesse suas tarefas ou consertasse seus erros, sua condição de humilhação não mudaria, ela não conseguiria deixar de ser relaxada, irresponsável ou portadora de qualquer outro adjetivo que a desqualifique, já que isso não depende de suas atitudes, mas da opinião da outra pessoa.
Além da assertividade, há outra orientação que você deve levar em conta: críticas devem ser feitas em particular, jamais em público. Nada de falar dos erros de seu filho na frente das visitas, da avó ou dos colegas dele. A publicação de críticas promove uma falsa sensação de poder, já que tantas pessoas estão se envolvendo na situação. Isso incentiva a repetição do problema. Uma crítica assertiva e em particular abre espaço para o pedido de desculpas e para a afirmação mútua de afeto.
Critique do jeito certo e as crianças terão muito mais chances de crescer com maturidade emocional e alegria de viver.

Marcos Meier é escritor, psicólogo e mestre em educação. Contatos pelo site www.marcosmeier.com.brSeus livros estão à venda na loja: www.kapok.com.br"



Achei bem interessante muito verdadeiro. Dificil, mas possivel.
Beijos.

7 comentários:

Mila Amorim disse...

É. já tinha lido um artigo bem parecido... e meu pai sempre falou isto lá em casa... por isto ele nunca gostou muito de apelidos do tipo "gordinho"... hehehe entende? O negócio é não "label" os nossos filhos... eles vao crescer achando que são as coisas que os chamamos...

Phoenix Luz-Costa disse...

Muito interessante. A verdade eh que temos que cuidar em julgar os outros tambem pensando: "eu nunca faria isso ou aquilo", e os anos passam e voce se pega fazendo a mesma coisa que viu fulanos de tal fazer... hehe, ja vi essa cena acontecer!

Pri Rebicki Prestes disse...

muito legal, como mae e como profe..obrigada por compartilhar

Roberta Pavanelo disse...

Achei fantastico! Uma mudanca pequena na frase pode causar uma gigantesca diferenca na auto estima de uma crianca... Obrigada por compartilhar!

Phoenix Luz-Costa disse...

Adorei o novo visu do blog!!!!

Ingrid disse...

Ótima dica! Vou colocá-lá em prática já na próxima bronca! Hehe.
Obrigada Mari!
Beijos.

Anônimo disse...

Gostei desse post, e na materia diz que vc quer amis um filho, ta falando serio????????